Mais Uma Dose

Prólogo:

Um péssimo dia onde deixei toda minha dor transparecer e transportar de dentro de mim tudo que há muito tempo guardava,
E fingia não existi agora veio a mostra.
Em um momento de raiva de mim mesma a única solução pra fazer para de doer era isso as marcas ainda estão em mim.Deveria me envergonhar disso e esconder, mas preciso ver isso para poder nunca cometer o mesmo erro por mais que a sensação me traga toda a paz que preciso









Capitulo 9 - Mais uma dose


      Os dias foram passando comum como todos os outros, às vezes ficava enjoada de tudo ser tão igual, de como nos impedimos de ser feliz de como deixamos de fazer o que queremos para não magoar outra pessoa, me arrependo queria sentir aquele beijo. Sinto-me presa como se estivesse sendo sufocada e sem ter a escolha de sair ou simplesmente parar, por que penso demais, minhas noites tornaram-se torturas sem fim presa dentro de minha própria mente em minhas próprias frustrações, vendo a noite ir embora, meus medos com suas garras afiadas presas em mim não me deixam ser QUEM SOU não me deixam livre, tudo isso era uma tortura vejo minha vida se tornando o puro caus e não posso fazer nada para impedir, queria gritar a plenos pulmões e colocar toda minha raiva para fora, todas as dores presa dentro de mim pedindo passagem querendo explodir para fora, apertada dentro de seu próprio mundo. Quando a dor por fim vence tenho medo de minhas atitudes insanas e meu comportamento instável e quando tudo de ruim que mora dentro de mim meus “monstros” decidem sair e ficar e se expor através de lagrimas e cicatrizes, isso tudo me torna vulnerável a minha própria mente doentia, fico entrega a tudo adormecida pela dor tudo se tornava tão instável e imprevisível quando estava assim, tudo era insuportável, sinto a coragem de enfrentar qualquer coisa, a vontade de querer qualquer coisa que simplesmente saciei minha sede.


       Isso aconteceu não faz muito tempo, minha dor transportou para fora de mim e eu não estava sozinha, não estava em casa, estava no “Angel” brigando com meu único amigo por motivos desconhecidos, depois de passar o dia todo brigando com qualquer pessoa no auge de minha irritação e mau humor, quando chegou a noite e eu enfim achei que conseguiria me divertir, como sempre as expectativas são minha inimigas por que as vezes o que eu quero não acontece e minha perspectiva de felicidade a semanas que esta distorcida e essa era uma delas. Sentia-me fria queria só beber e esquecer a vida, foi quando estava La dentro do “Angel” conversando com algum desconhecido que eu não faço a menor idéia de como ou o porquê comecei a conversar com ele só sabia que o papo estava interessante foi então que tudo ficou estranho e confuso já que o Marcus ficou bolado comigo disse que eu havia o abandonado eu não entendi o porquê daquilo só sei que começamos a discutir do nada eu fiquei sem entender mal compreendia as palavras que saiam de minha boca, só me lembrava que quando mais discutia com mais raiva ficava, ate que tudo o que sentia transportou e eu já não aguentava mais precisa de uma fuga alguma coisa que me tirasse toda a agonia que sentia, sai de perto dele e recorri a única coisa que sabia que me deixaria bem, que tiraria toda a dor de dentro de mim, fui ate o banheiro e entrei na cabine, sentei e pensei por um instante e eu não precisa daquilo acendi um cigarro e olhei em volta com a visão um tanto embasada por causa das lagrimas teimosas que estavam ali eu estava a procura de algo que pudesse me ferir mas não achei nada ali, com a fivela de minha bolsa tentei rasgar meus braços e ver o sangue, em vão pois não consegui me cortar apenas ficaram marcas em meus braços, marcas profundas, pelo mesmo a dor que isso me causou fez eu me esquecer de tudo. Ali sentada no meu frenesi somente deixando a dor me absorver por completo e levar tudo embora e me deixar sem nada, esquecia todos os meus problemas, me tornava fria novamente e assim nada poderia me ferir, fazer isso renovava minhas forças, me deixava com a sensação ilusória que eu era forte que eu era corajosa ao fazer isso, era irônico pensar isso não escondi minhas marcas com o casaco que era o que deveria ter feito em vês disso eu sai do banheiro e deixei a mostra o fruto de minha fraqueza. Eu não sei como explicar e nem porque fiz isso só seu que me sentia forte com minhas marcas a mostra e eram muitas eu havia feito 6 cortes em meu braço e estavam inchados e vermelhos cada corte significava minha dor tudo que eu faço de errado, o que na minha vida eu só magôo as pessoas que estam ao meu redor eu sempre a afasto, AMIGOS eu não tenho porque eu não sei, alguns amigos meu se apaixonam por mim e depois vê o grande erro que sou e se afastam e nunca mais voltam e outros acho que perdem a graça de ficar perto de mim pelo fato de eu ser tão auto-destrutiva, mas eu sempre escondia isso muito bem, dissimular minha dor era fácil, fingir que estava tudo quando eu estava uma grande confusão por dentro era como respirar fácil, fácil, eu devo ser louca. Esse foi um péssimo dia onde deixei toda minha dor transparecer e transportar de dentro de mim tudo que há muito tempo guardava, e fingia não existi agora veio a mostra. Em um momento de raiva de mim mesma a única solução pra fazer para de doer era isso as marcas ainda estão em mim. Deveria me envergonhar disso e esconder, mas preciso ver isso para poder nunca cometer o mesmo erro por mais que a sensação me traga toda a paz que preciso.




"PRECISO BEBER PARA ME CONTROLAR E SER UMA BOA MENINA.”

“MAIS UMA DOSE !!!”


      Tentei continuar a noite fingindo muito que nada havia acontecido, tomei vários copos de caipirinha e o Marcus não falara mais comigo o restante da noite, como se não bastasse isso o Andre estava perto dele e também não falou comigo, o que há de errado comigo, devo ser doente não sei bem quem sou e nem o que.

      Fiquei assim toda a noite falando de amigo a amigo e toda vez que olhava para as pessoas que realmente considerava amigos, a raiva crescia dentro e a vontade de se cortar também. Fiquei sentada perto deles conversando com um cara qualquer ate o momento que o Marcus se aproxima de mim e diz que iria embora, em seu rosto havia a expressão de cansaço, ele se afastou e foi em direção a porta e não olhou para trás, eu fiquei sentada ali e assim continuei por um bom tempo...

       Sempre a procura do sentido da vida, essa procura interminável da felicidade,“ILUSÃO” era a palavra da semana eu gostava de me iludir, viver o risco de um amor inventado, uma paixonite louca e desenfreada, tudo baseado na minha mente na minha vida que tudo era tão passageiro e ilusório, eu gostava de me iludir, era como ler um livro e achar que e você que esta vivendo a historia, percorrer mundos imaginários ver coisas que não existe, viajar, era tudo uma mentira apenas palavras que tem o poder de nos levar a um lugar diferente a cada livro, um personagem a cada livro uma pessoa diferente a cada mês. E por isso que me vejo assim me sinto sem saída e sem rumo por que me prendo a minha imaginação e tento encontrar a mesma diversão que encontro nos livros na vida real, mas essa diversão não existe e ilusório, posso ter encontrado a felicidade numa noite e perdido ela ao amanhecer por que e assim nada dura para sempre. Nada e eterno

        Eu já não sentia mais nada, era mais fácil assim sem dor. Deixei toda a raiva me dominar, transportar e explodir, peguei um copo de caipirinha e virei de uma vez só, já estava andando de pernas bambas as Jéssica que estava no bar já não mais queria me vender bebidas dizia que estava indo longe de mais em minha loucura precisa parar, eu não dei ouvidos a ela só continuei a me divertir pedia a meus amigos que me pagassem bebidas eles não questionavam e me traziam mais e mais caipirinhas, cervejas e ate vinho bebi todas e tudo, beijei caras que nem lembrava o nome, “lábios pra que te quero”, ouvi algumas piadinhas, dançava ao som de uma musica me balançando segurando nos braços do carinha que havia beijado, sentia o vomito vindo ate a minha boca mesmo assim não saia de lá, eu já não sabia o que fazia meu corpo já não seguia mas meu comando, queria sentar, queria ficar de pé vomitar, eu já não sabia mais. Estava bêbada alem do normal dessa vez eu havia exagerado uma menina linda que estava perto da gente eu havia roubado um beijo, um dos melhores beijos da noite, foi então que começou a rodinha bem onde estava, os caras começaram a se empurrarem e ouvi um grito de “cuidado” mais não prestei atenção fiquei tentando sair do meio dos caras que fediam e estavam se batendo sem motivos, foi quando um cara veio em minha direção não sei quem era e nem por que fez aquilo só o que consegui ver foi seu braço vindo em minha direção e me empurrando o chão estava molhado de tanta cerveja que havia sido derramada , meus escorregaram em uma poça de cerveja ou seja La o que era eu não consegui equilíbrio já que estava bêbada demais, só senti uma mão tentando me segurar só que era tarde demais eu cai de cara no chão eu não havia conseguido apoio e bati a cabeça, na hora vi tudo rodar e acontecer em câmera lenda depois eu só senti a dor insuportável na minha cabeça tudo estava embaçado e eu não conseguia me levantar estava em cima de uma poça que fedia a cerveja e havia muitas pessoas há minha volta foi quando senti que alguém tentava me levantar e quando eu olhei era o Andre que estava me segurando e o Marcus estava afastando todos de perto de mim com uma fúria, mas não era culpa deles, ou era? Só deu tempo de ver que todos me encaravam e no meio de um monte de rosto reconheci o da Jessica me olhando com olhar de reprovação e preocupação, e depois só vi minha cabeça girando vi o teto depois o chão e sentia braços a minha volta estava difícil compreender tudo que se passava a meu redor então tudo começou a ficar escuro e não vi mais nada.



“O PROBLEMA E A RESSACA MORAL”


         Quando enfim acordei estava em uma cama que nunca vi antes e com roupas diferentes, eu ainda estava confusa demais com tudo o que aconteceu sem rumo me encontrava na cama de um desconhecido talvez. Minha cabeça parecia que iria explodir de tanta dor, tudo rodava não conseguia ficar sentada na cama, muito mesmo me levantar, foi então que a Jessica entrou no quarto me olhou de um jeito meigo e disse: “eu te avisei pra não beber tanto meu anjo” eu estava tão confusa “o que aconteceu como vim parar aqui só lembro de alguém me segurando e depois tudo girou perdeu foco e acordei aqui” ela saiu do quarto e me buscou um bom café com pão e me contou tudo o que havia acontecido e eu fui lembrando conforme ela falava: no final da noite Marcus me segurou nos seus braços e me levou ate lá fora me sentou no chão e fez de tudo para me acordar, e foi então que comecei a vomitar tudo que eu havia comido na semana só podia por que era tanto vomito “eca!!!!” ele segurou meu cabelos enquanto eu vomitava e Jessica me trazia água, o Andre só ficou olhando com uma cara que na hora e nem agora consegui entender, era raiva, ódio eu não ao certo. Quando enfim parei de vomitar eles me trouxeram ate a casa da Jessica que era perto do “Angel” ela me ajudou a tomar banho e depois eu fui dormi, ele disse que falei algumas besteiras como “você não e meu amigo” isso foi tanto pro Marcus como pro Andre, mas logo eles foram embora, que vergonha que fiz na noite passada ele me disse também que fiquei a chamando ela de linda e que eu falava que havia beijado uma garota linda. Dessa parte eu tive que ri.

       Eu me sentia envergonha com tudo que fiz, eu me lembrava bem de tudo o que fiz e por que fiz, no banheiro reparei que minhas marcas não estavam mais inchadas mais também estavam mais visíveis estava profundo os cortes e bem vermelhos com as casca de machucado, Merda tudo mundo deve e ter visto isso ontem inferno agora todos devem pensar que eu sou uma “garotinha suicida” “pobre garota o que ela sabe sobre dor” e isso que todos falam por que ninguém endente a dor de quem faz isso, NINGUÉM consegue.

 Esquecer tudo o que eu queria era esquecer a noite passada e esquecer a mim mesma.







Auto destruição / auto mutilação

“as marcas ainda estão em mim

mas nunca tão forte como no dia
será que sou louca por fazer isso?
e uma medida desesperada pra sobreviver a dor
sinto raiva toda vez que vejo isso
raiva de mim... somente de mim”





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