Sempre tem alguma coisa para atrapalhar.
Já não sou mais criança, ainda uma adolescente.
O lugar era asqueroso, e horrível eu mal podia aguentar olhar...
O pior e que gostei ...
Viciada eu sou !!!
Caverna do rock
O lugar realmente tinha tudo a ver com o nome parecia uma caverna medieval, a Caverna do rock era um lugar sujo, assim que cheguei lá vi que o lugar era horrível, a fachada do prédio estava em ruínas, entrei lá passando por um corredor que fedia a mijo e La dentro o lugar era uma caverna seu teto em certos lugares era baixo e o piso estava ruído, velho e sujo, havia um pequeno palco e uma porta de anão atrás dele que tava para o camarim, eu acho, havia uma parte que era mais baixa uns dois degraus que tinha um “sofás” encostados na paredes e uns ferros bem no meio do caminho cm lugar para colocar bebidas, depois disso vinha o bar com a porta de saída imensa, o bar não tinha quase nada, peguei uma garrafa de vinho e voltei para perto do palco onde estava as minhas amigas do teatro Rebeca e Caroline duas garotas muito loucas que só iriam me dar problema essa noite, péssima hora em que as convidei para vim no show da banda de um cara que conheci na internet com o nome de Julio.
Foi assim há algum tempo depois de ter ido ao “Angel” pela primeira vez varias pessoas me adicionaram no meu perfil pessoal e assim comecei a conversar com varias pessoas diferentes conhecia até alguém que morava em Madri que se tronou um grande amigo. E foi quando apareceu esse cara o Julio ele e vocalista de uma banda pouco famosa, mas que já tinhas músicas autorais (músicas próprias da banda) ele sempre vinha conversar comigo e sempre os papos eram um tanto impróprios e isso me deu vontade de conhecer ele, então ele me falou do show que e banda iria fazer na Caverna do Rock e me chamou para aparecer lá. O Julio era um cara diferente de todos que já havia me envolvido em sua aparência ele era alto e tinha grandes cabelos louros e sempre tirava fotos com uma cara seria e tinha uma personalidade cativante ate certo ponto. Resolvi chamar as minha colegas de teatro para irem comigo ate lá ver o show da banda dele elas aceitaram na hora, elas eram como gêmeas um pouco estranho onde uma ia a outra ia atrás, loucas eu poderia resumir assim e uma boa definição, o show tinha a classificação livre então ficou mais fácil para elas irem já que ainda eram menor de idade a Rebeca tinha 17 e Carolina 15, cada uma tinha um jeito mais louco que a outra elas me divertiam, Carolina tinha cabelos curtos como a Jessica só que seus cabelos eram pretos com pontas rosas e todo picotado tipo esses cortes modernos e loucos,tinha um rostinho de criança e vivia super maquiada, Rebeca era um pouco mais simples cabelos cor natural e ondulados um pouco abaixo dos ombros. Elas nunca haviam saído junto comigo era a primeira vez.Chamei vários amigos que conhecia na net para ir ate lá e ver o show da banda dele afinal se a banda foi ruim eu pelo mesmo teria meus para me distrair, mas pelo o que eu ouvi da banda eles eram bons.
Abrimos o vinho e começamos a beber elas começaram a fazer vira vira e logo ficaram meio bobas e eu ainda tava boa, logo não conseguia mais ficar parada e vamos subir ate o segundo andar a escada ficava em frente ao palco no canto, subimos e lá em cima havia um pano grande que estava separando o ambiente e um sofá jogado no canto, atrás desse pano havia uma TV e estava passando um filme e tinha uns casais se pegando, e por incrível que pareça havia um terceiro andar, aquele lugar era bem grande La em cima só haviam banco feitos de concretos espalhados por pelos cantos e um pequeno cômodo onde tinha mais bancos e um bar abandonado, o lugar todo parecia abandonado, descemos e logo assim que cheguei no perto do palco eu vi o Julio junto com a banda entrando para o camarim na hora fiquei um pouco nervosa mas logo me acalmei pegando a garrafa de vinho e virando o que restava na minha boca, todos me olharam e riram. Essa noite seria épica.
Ele veio falar comigo assim que me viu, ele me deu um abraço, ele era um pouco diferente das fotos um pouco mais magro mais só isso, ele falou com minhas amigas e ficou um pouco perto da gente e depois deve que fazer uma ‘passagem de som’ eu comporei mais uma garrafa de vinho e continuamos a beber e não ficamos paradas começamos a andar subíamos e descíamos toda hora elas não ficavam paradas já havia se passado um tempo e eu já estava ficando alcoolizada e desinibida e precisava falar com Julio estava cheia de vontade de beijar sua boca algum que falamos muito pela internet , e logo que ele acabara de passar o som, eu fui ate ele e o puxei no conto e roubei um beijo foi rápido um simples estalinho e depois que o beijei disse para ele me encontrar no terceiro andar, eu senti a liberdade de poder fazer o que quiser, ele rapidamente se dirigiu a escada, eu fiquei um pouco ansiosa pelo o que estava preste a fazer no calor do momento mas nos já havíamos conversados muitas vezes sobre o que poderia acontecer essa noite e agora eu estava ansiosa, precisava disso, precisa sentir esse frio no estomago, sentir minhas mãos suadas, e meu coração palpitar, sentir novamente o sangue correr nas minhas veias e era isso que motivava a fazer qualquer coisa, essa sensação de insegurança, todo o jogo e macetes de conquista que faz se sentir viva e desejada, La em cima ele estava a minha espera eu não pensei duas vezes e fui ao seu encontro sentindo que iria explodir se não fizesse isso, subir as escadas sem medo, minhas mãos suadas, e assim que chequei La em cima vi ele parado, minha respiração estava irregular, eu hesitei por um minuto pensando que estava fazendo tudo errado não era que se jogava eu teria que fazer ele esperar e não me render assim, mas essa hesitação durou pouco por que eu não me importava com isso o que eu queria e sentir o seus lábios nos meus, cheguei perto dele e o puxei pela camisa ate o canto escuro perto do bar abandonado, sem falar nada, sem pensar duas vezes, eu fui e me arrisquei, e assim o beijei, um dos beijos mais quentes que dei em minha vida sua boca na minha com uma fome insaciável de desejo, sua língua vasculhava todos os cantos de minha boca, meu corpo encaixado no dele tudo estava perfeito, mas seu beijo devorava minha boca de uma tal forma que chegava a me machucar, aquilo estava errado, muito errado.
Eu na hora recuei e parei o beijo ele me olhou confuso e só o que eu disse foi “Você precisa ir com mais calma, deixa que eu te mostro” e tentei beija-lo mais uma vez ainda na minha busca insaciável de desejo, a busca de um alguém que pudesse sacia-la, me aproximei dele e bem devagar segurei seu rosto com uma das mãos e a outra segurei seu cabelo e o puxei deixando na posição que queria, fazendo o que eu queria, o beijei de forma suave e depois fui ficando mais agressiva, e naquele momento ele entendeu o que queria e fez tudo o que eu o direcionava a fazer, continuamos em pé encostados na paredes e sua mão percorria meu corpo com cuidado enquanto eu era agressiva e tentava machuca-lo, ele tentava se esquivar de minha unhas, mas não conseguia, mordia a seus lábios delicadamente e ele gemia bem baixinho como se fosse isso que ele queria, fiquei assim brincando com ele por uns minutos me divertindo com suas expressões e seu jeito derrotado seguindo meus comandos sem reclamar,ele era fácil de manipular, mais também sabia o que fazer, sua mãos iam no ponto certo, seus lábios beijando o meu pescoço me deixando arrepiada, era uma pena que eu não pudesse fazer mais estava gostando dessa brincadeira de morder ele, arranhar, puxar seus longos cabelos, mas aquilo era pouco, o clima entre nos estava quente no auge, quando alguém entrou no lugar e gritou e que estava na hora dele tocar, eu só ouvir umas risadinhas de minha amigas.
Ele se distanciou e me olhou com um sorriso zombeiro na cara, e simplesmente falou “ eu tenho que ir, se minha namorada descobre isso eu to fudido” falado isso ele foi saiu andando eu tudo que eu consegui falar vou “vai lá” que idiota todo esse tempo ele nunca tinha me falado que tinha namorada eu realmente era uma idiota, ele só me usou sentia uma raiva tremenda de mim mesma, minhas amigas entraram e elas não paravam de ir, eu já estava irritada toda a sensação boa que ele havia me provocado se foi, eu olhei para elas tentando não descarregar nelas minha raiva.
- O que foi, por que vocês estão rindo tanto? – elas pararam um pouco de ri e falaram que viram algumas coisas que aconteceram e viram que estava machucando o cara, e mesmo assim ainda continuava a ri, disseram que meu rosto estava um pouco vermelho, e verdade eu sentia meu rosto um pouco dolorido, as puxei e desci correndo as escadas e foi em direção ao banheiro ao lado do palco e quando me olhei no espelho quebrado vi que meus lábios estavam só um pouco vermelhos isso logo passaria e eles voltariam a sua cor normal.
Quando sai do banheiro, eu logo o vi parado perto dos sofás que ficava no caminho para o bar, ele estava junto com alguns amigos e uma ruiva de cabelos lisos que iam ate os ombros ela era bem alta e bonita, deveria ser ela a namorada dele, o meu ódio aumento, filho da puta ele era, um grande filho da puta.
Deixei passar meu ódio e tentei me acalmar, passei por eles indo em direção ao bar ele me lançou um único olhar malicioso, quando chequei no bar com as meninas peguei um energético e umas cervejas e voltamos e paramos pertos deles e começamos a beber, essa noite o que eu mais queria era beber.
(o que mais podia fazer?)
"À noite e uma criança travessa”
A noite continuava, eu bebendo muito junto com minhas colegas que já estavam fora de si, então começou a jogo, toda hora tínhamos que subir por que uma delas arranjava um cara para beijar, as duas, cada hora um diferente um rodízio de bocas, enquanto eu continuava sozinha por minha opção, sem coragem elas me pediam para falar com os garotos até que era divertido, com o passar da noite logo Caroline ficou muito bêbeda e quanto subimos para que Rebeca ficasse com um garoto que ele havia se interessado assim que Rebeca entrou ficamos do lado de fora e logo em seguida subiram uma garotas e a Carol olhou para elas e disse pra mim que estava louca para beijar uma menina eu fiquei confusa sobre o que ela falou e ela simplesmente disse que depois de beber algumas ela gostava de beijar meninas só para não cair numa rotina, e saiu de perto de mim e começou a paquerar as meninas e um delas gostou e deu bola pra Carol no final de tudo a Carol deu um beijo na menina e depois foi ate o bar abandonado para ficar com a garota, não sabia que Carol era bissexual, isso era novo pra mim, o que ela disse me lembrou a música do Capital inicial – quatro vezes você que tem uma parte que diz “Mariana gosta de beijar outras meninas de vês em quanto beija meninos só pra não cair numa rotina...” e bem ela essa música, “O QUE VOCÊ QUERIA FAZER SE NINGUÉM PUDESSE TE VER?” essa e uma ótima pergunta, que e respondi no silencio dos pensamentos, o que eu queria fazer se ninguém pudesse me ver? Milhares de idéias passaram pela minha cabaça e me deixaram confusas, talvez não fosse à hora de pensar já que estava um tanto alcoolizada.
Chegou a hora do “tão esperado show” já havia bastante amigos meus perto do palco esperando o show começar me arrependi de ter chamado eles Julio não merecia essa atenção toda, o banda começou a tocar, e na verdade ela era boa, todos dançavam e pulavam ao som da banda até eu me animei um pouco, posso não gostar do vocalista mas a banda era boa. O show prosseguiu e todos amaram a banda deve ate roda (não punk) ate eu cantei ouvindo suas musicas autorais.
Quanto enfim acabou o show peguei mais uma bebida e fiquei conversando com meus amigos ate que o Julio chegou perto de mim e disse para que somente eu pudesse ouvir “adorei ficar com você, rola outra vez” olhei para a cara coloquei um sorriso bem sarcástico e disse “pergunta pra sua namorada, por que comigo não rola mais” ele me olhou sem entender nada e saiu andando, eu não o vi mais pelo resto da noite, continuei minha noite como se ele não tivesse feito diferença e não fez. Quanto subi pela milionésima vez com as meninas lá dentro do bar que estava sem uso (abandonado) estava ele pegando outra mina que não era sua namorada, na hora eu comecei a ri e chamei as meninas para ver o que estava rolando, a garota estava sentada em cima dele e se esfregando, elas começaram a ri e foi ai que a noite ficou engraçada Caroline entrou lá e começou a xingar o Julio e logo atrás dela a Rebeca, eu fiquei estatelada e sem reação apenas gritei o nome delas e sai andando elas logo me alcançaram, rindo muito, fui para perto dos meus colegas e finge que nada aconteceu foi quando Julio passou por mim com um olhar de ódio e não agUentei e cai na gargalhada.
Logo após disso fui embora por que a Caverna fechou já era de manha e todos tínhamos que ir, já não me agüentava mais em pé, e ainda não acreditava no que o Julio fez, eu ainda estava com uma vontade louca de beijá-lo mais ainda não tinha saciado meu desejo, mas se ele pelo mesmo tivesse sido sincero e não tivesse namorada.
No dia seguinte eu já havia me esquecido dele, e te quase toda noite eu estava com uma ressaca terrível.
“O que você faria? se não tivesse medo de nada?”

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