sexta-feira, 26 de julho de 2013



Capitulo 14 –

Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Era tudo do que menos precisava agora sabe? Envolver-me, me vejo em um caminho no qual não quero impedir seu curso, e simples era só me afastar nas diversas oportunidades que tive de chegar ao fim disso, mas não tive coragem pra fazê-lo, não quis ficar longe daquilo que estava me fazendo bem, pra que? Preferi deixar seguir seu curso, e em pouco tempo me vi assim com saudades, triste por brigas sem sentidos, estou ferrada.

Por pouco tempo cheguei a pensar que era possível não me envolver, mas tava errada demais.

            Passada aquela noite continuei a conversar por mensagens com o Caue que agora começava a mostra mais de si pra mim, conforme o tempo foi passando fui me vendo cada vez mais envolvida... Por olhos, mãos, beijos e abraçados – sei vocês achara que isso era impossível de acontecer, eu TAMBÉM – mas fui deixando rolar tudo com calma, sem premeditar ou criar qualquer expectativa, sei muito bem como e isso, mas o fato de você deixar rolar e não parar para pensar onde quer ir te leva a caminhos sinuosos e complicados como sempre me levam, sou péssima em tomar uma decisão fico evitando ate o ponto em que vejo que não dá mais para ficar em cima do moro, nem sempre tomo a decisão certa, mas sempre permaneço nela e sofro com as consequências se for o caso, só que não havia tomado minha decisão e mesmo assim arquei com suas consequências e por muito tempo fiquei sem entender o por que disso. 
            Pensava que já estava imune a esse tipo de coisa “relacionamentos” me enjoa, pessoas me enjoa, mas me vi numa armadilha da vida que quer me mostra que contra isso não há o que se fazer, talvez sim, talvez não, mas não quero ver ou saber se isso poderia ser evitado, simplesmente quis deixar acontecer como ele mesmo me pedira.

            -“vamos deixar rolar, sem presa, vamos curtir o momento”
Ta legal, isso parecia ser tão simples, sem pensar, sem escolhas ou decisões, nada que pudesse me fazer envolver, mas eu sempre agi assim, sou fraca pra tomar decisões que preciso tomar, isso tornar minha vida na grande confusão que e. Tava enganada, pois foi assim que me envolvi, por palavras doces, aquelas que precisam tanto ouvir pra acalmar minha alma, pelos gestos simples e demonstração de algo que era mais que simplesmente um caso. Como digo “pagar de namorado” na frente de todos sugere algo a mais, sim sugere.     
Chegou o sábado que iria ao aniversario do Marcus que foi comemorado no Angel, antes de ir pra lá passei na casa da Laura onde todos se encontravam (Roberto, Jessica, Ninha e Napoleão) ate aquele momento tudo parecia normal do jeito que era, bebemos vinhos e caipirinha, ouvimos rock e conversamos tudo do jeitinho que era meus finais de semanas depois que conheci a Laura – adorava passar os finais de semana lá, me sentia em casa já, o que sempre quis enfim havia conseguido AMIGOS – chegou a noite e nos arrumamos da melhor forma rockeira chamaríamos atenção quando chegássemos, sabia que naquele dia Caue apareceria lá e falei com a Laura isso – até esse momento ainda estávamos namorando – ela não ficou muito contente com isso e nem queria ir mais por causa dele, achava que me atrapalharia se fosse eu disse que não, ela aceitou e foi comigo, naquele noite saímos Roberto, Laura, Jessica e eu para o Angel.
Quando chegamos lá logo encontramos o Marcus o lugar estava vazio como eu nunca vi antes o evento de hoje era bem pouco conhecido e apreciado pelo publico que frequenta o Angel, resumindo aquilo estava uma bosta, assim que cheguei dei um beijo no Marcus e desejei feliz aniversario pra ele, fazia tempo que não o via e sentira saudades, na minha doce ilusão passaria a noite com ele curtindo seu aniversario.
Não demorou muito logo após chegamos lá o Caue me mandou uma mensagem dizendo que estava do lado me esperando queria falar comigo, chamei a Jessica e fui lá fora falar com ele, pra que? Ele me disse que estava tendo um evento de graça show aberto, a idéia logo me chamou a atenção e a Jessica também, assim que essa idéia se formou na nossa mente não deve volta, não pensei em meus amigos que lá estavam, não pensei no Marcus e nem em seu aniversario muito menos o quando magoaria todos ele com essa atitude que tomei, como tudo que faço na minha vida não pensei apenas agi no impulso do momento e fui ao encontro daquilo que considerava bom “ a diversão” da noite.  Entramos novamente e falei como a Laura que iria pra mesquita muito contragosto ela disse tudo bem com uma cara nada amigável, falei com o Marcus e ele nem ligou – estava acostumado comigo – e assim saímos e vamos ao encontro do Caue que também estava com uma amiga Rafa, entramos no carro e vamos.
  Bom em um resumo a noite foi ótima tudo ocorreu bem, mesmo àquela voz na minha cabeça que me dizia que não deveria ter feito o que fiz isso com a Laura – por mais que quisesse não conseguia fazer ela se calar – naquela noite foi bem surpreendente não espera tal comportamento do Caue, ele ficou perto de mim o tempo todo com pequenos beijos e carinhos, mostrando pra todos que estavam juntos – por isso fiquei tão surpreendida – alguém que pouco me conhecia e mal tínhamos ficado estava ali bancando de namorado na frente de todos, pra todos verem sem pudor, gostei dessa atenção que ele era algo novo aquilo, além de ser o tipo de cara que fazia meu estilo tinha esse jeito uma inteligência que nunca nos deixávamos sem ter o que falar alguém de conteúdo que me instigava – e não como muitos que conheci que não tinha nada a acrescentar a mim, e nada de bom pra falar – deve ser esses pequenos detalhes que me levaram pra amatilha mais uma vez.
Dancei com a Jessica ao som de AC/DC curtindo a música e batendo o cabelo dançando daquele jeito que somente eu e ela fazíamos, bebi muitas itaipavas, o lugar era a céu aberto e tinha uma boa quantidade de gente, porém nenhum conhecido não meus e pouco dele, quando tocou Highway To Hell do AC/DC não me contive e tive que ir pra perto do palco chamei a Jessica dei um beijo no Caue e fui cambaleando ate a frente do palco onde dançamos como loucas, levantamos os braços sempre no refrão da música gritando a pelos pulmões que estávamos no caminho do inferno – na tradução da música - eu realmente me sentia assim as vezes como se tivesse no caminho do inferno.
Ainda ali dançando, já havia tocado todo tipo de música a banda animava a todos, eu me entregava a cada nova música mesmo sem saber o que iria tocar, estava no meu próprio mundo de alegria aquilo que sempre me deixava feliz e ser ar, não reparava em quem estava a minha volta e nem o que acontecia ali – por isso levei aquele tombo no open bar, eu sou muito distraída – não percebi que havia um cabeludo que já havia visto certa vez La no Angel me olhando vendo o jeito como dançava, na hora da troca de bandas que parou a música e que voltei a mim e reparei o mundo a minha volta, minhas pernas estavam doloridas por causa do esforço de tanto pular foi assim olhando ao redor que percebi que esse garoto me olhava de um jeito diferente só passei o olho e continue a olhar e percebi que o Cuae já estava perto de mim me observando assim como esse garoto, não sei se ele percebeu que esse garoto estava me olhando, nem parei pra pensar tamanha significância que esse desconhecido tinha, pra mim podia ter nada, mas para o Caue não ele além de reparar falou comigo.
- Eu vi você olhando pra aquele cabeludo
- Eu não olhei pra ele – afirmei, ta eu sei que olhei, mas não do jeito que ele insinuava que olhei.
- Olha eu sei que você olhou, de boa, eu não quero te prender sei que você e livre se você gostou dele tudo bem, só não quero esse tipo de relacionamento. – disse ele pra mim me olhando de um jeito serio eu só puder responder com sacarmos, as palavras dele me chocaram muito além de afirmar algo que disse que não aconteceu ele ainda disse a palavra que tanto detesto “relacionamento”.
-Eu já falei que não olhei pra ele, ponto, fim de papo – falei determinação realmente não estava no clima para aquele tipo de discussão, era serio aquilo, não conseguia acreditar que ele estava supondo tal coisa, sinceramente, preferi deixar passar no estado que me encontrava não era bom pra esse tipo de conversar, logo haveria briga, infelizmente ele pouco conhece de mim então continuo com seu discurso que não queria me prender que viu que eu estava interessada nesse cara, não me aquentei explodi.
- Serio isso? Você não ouviu o que acabei de falar, não quero discutir mais esse assunto ponto acabou, se eu falo pra tu que não estou e por que não estou. – disse quase aos gritos para ser bem ouvida.
Foi assim que deixei ele ali parado e fui encontrar a Jéssica e logo que a vi conte-lhe o ocorrido sua opinião era tão simples “ele ficou com ciúmes só isso ruiva” as vezes os conselhos dela era horrível, quis ir embora não iria aturar aquilo já passei a face de ciúmes bobos, isso ela ouviu bem pediu que esperasse e foi falar com ele, mas antes de sair lhe disse que estava indo e que iria sem ela, ela não deu bola, não levou fé ao que disse, então comecei a andar sentindo o vendo frio que sopra no fim de todas as noites, andei a esmo sem saber a direção do ponto a coragem minha inimiga as vezes, não precisei a andar muito pra perceber que estava bêbada a suficiente para me perder ao ate algo pior, estava sem tola e fútil afinal pra que ir embora, por causa dele nunca, as vezes eu mesma sou minha pior inimiga, esclareci meus pensamentos e voltei, andar me fez bem, pra onde mesmo eu tava pensando em ir já ate me esquecera.
Encontrei ele vindo ao meu encontro com aquele andar sabe meio tímido sei lá, não era aquele andar determinado que vai em muitas pessoas, ele era diferente, chegou perto de mi segurou minha mão e me puxou pra perto dele me pediu desculpas por seu ciúme exagerado e pediu que voltava, eu fingindo muito bem disse que só fui da uma volta não iria mostrar que ele me afetara tanto assim.
Fomos embora e naquela noite aceitei o convite dele de ir até sua casa, sim apesar de nossa briga por bobeira resolvi ir já havia me arriscado tanto aquela noite por que não.
Ele morava sozinho a casa não era muito longe de onde estávamos, não muito grande, mas espaçosa para uma pessoa só, cozinha, sala, banheiro e quarto – eu morava numa casa menor só cozinha sala e banheiro, mas era espaçosa e aconchegante - , a maioria dos cômodos eram bem vazios poucos moveis, uma casa sem alma, fria, calma, passava essas sensações, tranqüilidade também acho que era mais pelo fato de ter tão poucas coisas, não perdemos tempo e fomos para seu quarto que tinha o mesmo padrão do estante da casa, só havia cama e quarta roupa é mais nada, simples era tudo tão simples.
Fizemos naquela noite algo que meu corpo ansiava já havia algum tempo, nos entregamos, alguns olhares penetrantes não aqueles que parecem enxergar tua alma esses são raros, meu corpo ansiava pelo toque, o toque da mão sentir como eram suaves, como deslizavam pelo meu corpo e me causavam arrepios com um simples toque, como sua boca procurava dentro da minha aquilo que não acharia ali, foi diferente de todos, foi diferente daquele de pouco tempo atrás não sei bem o por que ou o como tudo se resumia ao desejo que queimava meu corpo ao seu toque, tudo era intenso uma entrega, ele não foi direto para cama comigo primeiro me levou ate a parede e ali me pressionou, pressionou seu corpo contra o meu seu beijo eu estava perdida nele, não sabia onde sua língua queria ir, o que ele desejava de mim estávamos fora do ritmo, mas nos encontramos e perdemos dentro do nosso frenesi, sua mão foi descendo devagar de um jeito que me fez suspirar em seus lábios e ver a expressão em seu rosto que ele estava tão perto da loucura quanto eu, sua mão só parou naquele ponto mais sensível  que havia no meio de minhas pernas e apertou por cima do Jens o que me fez involuntariamente estremecer a espera de mais contado dele e novamente outro suspiro escapou de mim quase como um gemido, um pedido de mais, ele voltou com sua mão deixando ali uma sensação de frio e vazio, ele não era agressivo como eu, como queria que fosse, eu arranhava suas costa mordia seu pescoço e dele arrancava suspiros, pequenos, tiramos nossa roupas e ficamos ainda ali encostados na parede fria, e foi ali que ele me fez sentir novamente aquilo que queima dentro de mim, me deixando calma, acalmando minha fúria, minha agressividade, me segurou com firmeza  na frente de seu corpo e me penetrou, eu já não estava mais ali, estava perdida na minha mente, perdida nas sensações de meu corpo curtindo aquela onde de prazer que me invadiu como água apagando o Fogo em mim, e ali sentia alivio, seu corpo se movimentava sem pressa, ouvir seus gemidos baixos no mesmo ritmo que o meu foi o que mais me excitou, e quando não muito tempo depois cheguei ao ápice  o tão esperado e sofrido orgasmos quase não me aquentei em pé, senti que me faltava as pernas de tanto que tremiam, aliviada eu me sentia aliviada, ele chegou ao ápice junto comigo e o jeito como sua respiração ficou cortada a expressão em seu rosto tudo aquilo que me fez estremecer de prazer. 

Fiquei ali paralisada a procura de minhas pernas que não pareciam estar no mesmo lugar, olhando pra ele pela primeira vez dês que nos despimos, vendo como seu corpo era sua pele morena lisa suave ao toque a luz que entrava pela janela (aquela luz fraca da noite que naquele momento parecia tímida diante de nosso ato) fazia sua pele reluzir ou era meus olhos? Não sei, mas der aquela visão me deixou perplexa o corpo, a pele morena, os cabelos longos e pretos, parecia uma visão um sonho, nunca fiquei tão fascinada pela beleza de um cara acho que a bebida me deixa fútil e no desejo. Ele me olhava do mesmo jeito me analisando tanto quando eu o analisava me deu um meio sorriso que me tirou o fôlego, me joguei na cama tentando descansar minhas pernas, mas na verdade eu estava a procura de mais, eu sempre estava a procura de mais.

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