Capitulo 14 –
Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Era tudo do que menos
precisava agora sabe? Envolver-me, me vejo em um caminho no qual não quero
impedir seu curso, e simples era só me afastar nas diversas oportunidades que
tive de chegar ao fim disso, mas não tive coragem pra fazê-lo, não quis ficar
longe daquilo que estava me fazendo bem, pra que? Preferi deixar seguir seu
curso, e em pouco tempo me vi assim com saudades, triste por brigas sem
sentidos, estou ferrada.
Por
pouco tempo cheguei a pensar que era possível não me envolver, mas tava errada
demais.
Passada aquela noite continuei a
conversar por mensagens com o Caue que agora começava a mostra mais de si pra
mim, conforme o tempo foi passando fui me vendo cada vez mais envolvida... Por
olhos, mãos, beijos e abraçados – sei vocês achara que isso era impossível de
acontecer, eu TAMBÉM – mas fui deixando rolar tudo com calma, sem premeditar ou
criar qualquer expectativa, sei muito bem como e isso, mas o fato de você
deixar rolar e não parar para pensar onde quer ir te leva a caminhos sinuosos e
complicados como sempre me levam, sou péssima em tomar uma decisão fico
evitando ate o ponto em que vejo que não dá mais para ficar em cima do moro,
nem sempre tomo a decisão certa, mas sempre permaneço nela e sofro com as
consequências se for o caso, só que não havia tomado minha decisão e mesmo
assim arquei com suas consequências e por muito tempo fiquei sem entender o por
que disso.
Pensava que já estava imune a esse
tipo de coisa “relacionamentos” me enjoa, pessoas me enjoa, mas me vi numa armadilha
da vida que quer me mostra que contra isso não há o que se fazer, talvez sim,
talvez não, mas não quero ver ou saber se isso poderia ser evitado,
simplesmente quis deixar acontecer como ele mesmo me pedira.
-“vamos deixar rolar, sem presa, vamos curtir o momento”
-“vamos deixar rolar, sem presa, vamos curtir o momento”
Ta
legal, isso parecia ser tão simples, sem pensar, sem escolhas ou decisões, nada
que pudesse me fazer envolver, mas eu sempre agi assim, sou fraca pra tomar
decisões que preciso tomar, isso tornar minha vida na grande confusão que e. Tava
enganada, pois foi assim que me envolvi, por palavras doces, aquelas que
precisam tanto ouvir pra acalmar minha alma, pelos gestos simples e
demonstração de algo que era mais que simplesmente um caso. Como digo “pagar de
namorado” na frente de todos sugere algo a mais, sim sugere.
Chegou
o sábado que iria ao aniversario do Marcus que foi comemorado no Angel, antes
de ir pra lá passei na casa da Laura onde todos se encontravam (Roberto,
Jessica, Ninha e Napoleão) ate aquele momento tudo parecia normal do jeito que
era, bebemos vinhos e caipirinha, ouvimos rock e conversamos tudo do jeitinho
que era meus finais de semanas depois que conheci a Laura – adorava passar os
finais de semana lá, me sentia em casa já, o que sempre quis enfim havia
conseguido AMIGOS – chegou a noite e nos arrumamos da melhor forma rockeira
chamaríamos atenção quando chegássemos, sabia que naquele dia Caue apareceria
lá e falei com a Laura isso – até esse momento ainda estávamos namorando – ela
não ficou muito contente com isso e nem queria ir mais por causa dele, achava
que me atrapalharia se fosse eu disse que não, ela aceitou e foi comigo,
naquele noite saímos Roberto, Laura, Jessica e eu para o Angel.
Quando
chegamos lá logo encontramos o Marcus o lugar estava vazio como eu nunca vi
antes o evento de hoje era bem pouco conhecido e apreciado pelo publico que
frequenta o Angel, resumindo aquilo estava uma bosta, assim que cheguei dei um
beijo no Marcus e desejei feliz aniversario pra ele, fazia tempo que não o via
e sentira saudades, na minha doce ilusão passaria a noite com ele curtindo seu
aniversario.
Não
demorou muito logo após chegamos lá o Caue me mandou uma mensagem dizendo que
estava do lado me esperando queria falar comigo, chamei a Jessica e fui lá fora
falar com ele, pra que? Ele me disse que estava tendo um evento de graça show
aberto, a idéia logo me chamou a atenção e a Jessica também, assim que essa
idéia se formou na nossa mente não deve volta, não pensei em meus amigos que lá
estavam, não pensei no Marcus e nem em seu aniversario muito menos o quando
magoaria todos ele com essa atitude que tomei, como tudo que faço na minha vida
não pensei apenas agi no impulso do momento e fui ao encontro daquilo que
considerava bom “ a diversão” da noite.
Entramos novamente e falei como a Laura que iria pra mesquita muito
contragosto ela disse tudo bem com uma cara nada amigável, falei com o Marcus e
ele nem ligou – estava acostumado comigo – e assim saímos e vamos ao encontro
do Caue que também estava com uma amiga Rafa, entramos no carro e vamos.
Bom em um resumo a noite foi ótima tudo
ocorreu bem, mesmo àquela voz na minha cabeça que me dizia que não deveria ter
feito o que fiz isso com a Laura – por mais que quisesse não conseguia fazer
ela se calar – naquela noite foi bem surpreendente não espera tal comportamento
do Caue, ele ficou perto de mim o tempo todo com pequenos beijos e carinhos,
mostrando pra todos que estavam juntos – por isso fiquei tão surpreendida –
alguém que pouco me conhecia e mal tínhamos ficado estava ali bancando de
namorado na frente de todos, pra todos verem sem pudor, gostei dessa atenção
que ele era algo novo aquilo, além de ser o tipo de cara que fazia meu estilo
tinha esse jeito uma inteligência que nunca nos deixávamos sem ter o que falar
alguém de conteúdo que me instigava – e não como muitos que conheci que não
tinha nada a acrescentar a mim, e nada de bom pra falar – deve ser esses
pequenos detalhes que me levaram pra amatilha mais uma vez.
Dancei
com a Jessica ao som de AC/DC curtindo a música e batendo o cabelo dançando
daquele jeito que somente eu e ela fazíamos, bebi muitas itaipavas, o lugar era
a céu aberto e tinha uma boa quantidade de gente, porém nenhum conhecido não
meus e pouco dele, quando tocou Highway To Hell do AC/DC não me contive e tive
que ir pra perto do palco chamei a Jessica dei um beijo no Caue e fui
cambaleando ate a frente do palco onde dançamos como loucas, levantamos os
braços sempre no refrão da música gritando a pelos pulmões que estávamos no
caminho do inferno – na tradução da música - eu realmente me sentia assim as
vezes como se tivesse no caminho do inferno.
Ainda
ali dançando, já havia tocado todo tipo de música a banda animava a todos, eu
me entregava a cada nova música mesmo sem saber o que iria tocar, estava no meu
próprio mundo de alegria aquilo que sempre me deixava feliz e ser ar, não
reparava em quem estava a minha volta e nem o que acontecia ali – por isso
levei aquele tombo no open bar, eu sou muito distraída – não percebi que havia
um cabeludo que já havia visto certa vez La no Angel me olhando vendo o jeito
como dançava, na hora da troca de bandas que parou a música e que voltei a mim
e reparei o mundo a minha volta, minhas pernas estavam doloridas por causa do
esforço de tanto pular foi assim olhando ao redor que percebi que esse garoto
me olhava de um jeito diferente só passei o olho e continue a olhar e percebi
que o Cuae já estava perto de mim me observando assim como esse garoto, não sei
se ele percebeu que esse garoto estava me olhando, nem parei pra pensar tamanha
significância que esse desconhecido tinha, pra mim podia ter nada, mas para o
Caue não ele além de reparar falou comigo.
-
Eu vi você olhando pra aquele cabeludo
-
Eu não olhei pra ele – afirmei, ta eu sei que olhei, mas não do jeito que ele
insinuava que olhei.
-
Olha eu sei que você olhou, de boa, eu não quero te prender sei que você e
livre se você gostou dele tudo bem, só não quero esse tipo de relacionamento. –
disse ele pra mim me olhando de um jeito serio eu só puder responder com sacarmos,
as palavras dele me chocaram muito além de afirmar algo que disse que não
aconteceu ele ainda disse a palavra que tanto detesto “relacionamento”.
-Eu
já falei que não olhei pra ele, ponto, fim de papo – falei determinação
realmente não estava no clima para aquele tipo de discussão, era serio aquilo,
não conseguia acreditar que ele estava supondo tal coisa, sinceramente, preferi
deixar passar no estado que me encontrava não era bom pra esse tipo de
conversar, logo haveria briga, infelizmente ele pouco conhece de mim então
continuo com seu discurso que não queria me prender que viu que eu estava
interessada nesse cara, não me aquentei explodi.
-
Serio isso? Você não ouviu o que acabei de falar, não quero discutir mais esse
assunto ponto acabou, se eu falo pra tu que não estou e por que não estou. –
disse quase aos gritos para ser bem ouvida.
Foi
assim que deixei ele ali parado e fui encontrar a Jéssica e logo que a vi
conte-lhe o ocorrido sua opinião era tão simples “ele ficou com ciúmes só isso
ruiva” as vezes os conselhos dela era horrível, quis ir embora não iria aturar
aquilo já passei a face de ciúmes bobos, isso ela ouviu bem pediu que esperasse
e foi falar com ele, mas antes de sair lhe disse que estava indo e que iria sem
ela, ela não deu bola, não levou fé ao que disse, então comecei a andar
sentindo o vendo frio que sopra no fim de todas as noites, andei a esmo sem
saber a direção do ponto a coragem minha inimiga as vezes, não precisei a andar
muito pra perceber que estava bêbada a suficiente para me perder ao ate algo
pior, estava sem tola e fútil afinal pra que ir embora, por causa dele nunca,
as vezes eu mesma sou minha pior inimiga, esclareci meus pensamentos e voltei,
andar me fez bem, pra onde mesmo eu tava pensando em ir já ate me esquecera.
Encontrei
ele vindo ao meu encontro com aquele andar sabe meio tímido sei lá, não era
aquele andar determinado que vai em muitas pessoas, ele era diferente, chegou
perto de mi segurou minha mão e me puxou pra perto dele me pediu desculpas por
seu ciúme exagerado e pediu que voltava, eu fingindo muito bem disse que só fui
da uma volta não iria mostrar que ele me afetara tanto assim.
Fomos
embora e naquela noite aceitei o convite dele de ir até sua casa, sim apesar de
nossa briga por bobeira resolvi ir já havia me arriscado tanto aquela noite por
que não.
Ele
morava sozinho a casa não era muito longe de onde estávamos, não muito grande,
mas espaçosa para uma pessoa só, cozinha, sala, banheiro e quarto – eu morava
numa casa menor só cozinha sala e banheiro, mas era espaçosa e aconchegante - ,
a maioria dos cômodos eram bem vazios poucos moveis, uma casa sem alma, fria,
calma, passava essas sensações, tranqüilidade também acho que era mais pelo
fato de ter tão poucas coisas, não perdemos tempo e fomos para seu quarto que
tinha o mesmo padrão do estante da casa, só havia cama e quarta roupa é mais
nada, simples era tudo tão simples.
Fizemos
naquela noite algo que meu corpo ansiava já havia algum tempo, nos entregamos,
alguns olhares penetrantes não aqueles que parecem enxergar tua alma esses são
raros, meu corpo ansiava pelo toque, o toque da mão sentir como eram suaves,
como deslizavam pelo meu corpo e me causavam arrepios com um simples toque,
como sua boca procurava dentro da minha aquilo que não acharia ali, foi
diferente de todos, foi diferente daquele de pouco tempo atrás não sei bem o
por que ou o como tudo se resumia ao desejo que queimava meu corpo ao seu
toque, tudo era intenso uma entrega, ele não foi direto para cama comigo
primeiro me levou ate a parede e ali me pressionou, pressionou seu corpo contra
o meu seu beijo eu estava perdida nele, não sabia onde sua língua queria ir, o
que ele desejava de mim estávamos fora do ritmo, mas nos encontramos e perdemos
dentro do nosso frenesi, sua mão foi descendo devagar de um jeito que me fez
suspirar em seus lábios e ver a expressão em seu rosto que ele estava tão perto
da loucura quanto eu, sua mão só parou naquele ponto mais sensível que havia no meio de minhas pernas e apertou
por cima do Jens o que me fez involuntariamente estremecer a espera de mais
contado dele e novamente outro suspiro escapou de mim quase como um gemido, um
pedido de mais, ele voltou com sua mão deixando ali uma sensação de frio e
vazio, ele não era agressivo como eu, como queria que fosse, eu arranhava suas
costa mordia seu pescoço e dele arrancava suspiros, pequenos, tiramos nossa
roupas e ficamos ainda ali encostados na parede fria, e foi ali que ele me fez
sentir novamente aquilo que queima dentro de mim, me deixando calma, acalmando
minha fúria, minha agressividade, me segurou com firmeza na frente de seu corpo e me penetrou, eu já
não estava mais ali, estava perdida na minha mente, perdida nas sensações de
meu corpo curtindo aquela onde de prazer que me invadiu como água apagando o
Fogo em mim, e ali sentia alivio, seu corpo se movimentava sem pressa, ouvir
seus gemidos baixos no mesmo ritmo que o meu foi o que mais me excitou, e
quando não muito tempo depois cheguei ao ápice
o tão esperado e sofrido orgasmos quase não me aquentei em pé, senti que
me faltava as pernas de tanto que tremiam, aliviada eu me sentia aliviada, ele
chegou ao ápice junto comigo e o jeito como sua respiração ficou cortada a
expressão em seu rosto tudo aquilo que me fez estremecer de prazer.
Fiquei
ali paralisada a procura de minhas pernas que não pareciam estar no mesmo
lugar, olhando pra ele pela primeira vez dês que nos despimos, vendo como seu
corpo era sua pele morena lisa suave ao toque a luz que entrava pela janela
(aquela luz fraca da noite que naquele momento parecia tímida diante de nosso
ato) fazia sua pele reluzir ou era meus olhos? Não sei, mas der aquela visão me
deixou perplexa o corpo, a pele morena, os cabelos longos e pretos, parecia uma
visão um sonho, nunca fiquei tão fascinada pela beleza de um cara acho que a
bebida me deixa fútil e no desejo. Ele me olhava do mesmo jeito me analisando
tanto quando eu o analisava me deu um meio sorriso que me tirou o fôlego, me
joguei na cama tentando descansar minhas pernas, mas na verdade eu estava a
procura de mais, eu sempre estava a procura de mais.
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