Penso logo escrevo Ruivinha - dia a dia


Capitulo Dia a dia

       


     Assim
 que acordei na manhã seguinte já me encontrava melhor e sozinha em casa minha avo havia saído para o trabalho dela lá em Vila Isabel onde cuidava de uma senhora idosa – era engraçado uma velha cuidando de outra velha – e eu me encontrava sozinha em casa, eu não trabalhava apenas estudava no turno da noite na escola que era aqui perto de casa, eu já estava cursando o 3º ano do ensino médio graças a Deus faltava pouco para terminar e enfim me ver livre da escola e poder usufruir de minha vida adulta, era estranho pensar em mim como uma adulta que deveria ter responsabilidades não me sentia assim ainda me sentia a mesma adolescente de sempre que nada mais queria da vida além de diversão e aventura, mas infelizmente minha vida não era assim há muito tempo e agora eu perdera muito tempo perdida e se rumo, precisava encontrar o caminho da nova “eu” que seria mais responsável e madura que trabalharia e teria seu próprio dona de seu próprio nariz, bom na verdade eu já vazia o que queria mesmo pouco iria mudar. Ficar em casa era um tédio não havia muito o que fazer, ficava o dia todo sem rumo dentro de casa vagando pelos cômodos a procura do que fazer, as vezes minha amiga Paloma ia ate minha casa, mas já fazia tempo que se mudara e não a via mais, sem der com quem falar me sentava em frente do computador e ficava a procura de uma companhia alguém pra conversar, as vezes era frustrante não ter o que fazer, sem amigos, inveja quem dia uma vida mesmo monótona que minha por menor que fosse a diferença, eu era uma pessoa elétrica não suportava a vida que tinha dês que resolvi mudar, mudei tanto...
  



          Mas ainda era a mesma garota a procura de não sei o que. 




         Levantei-me da cama e fui enfrentar o novo dia que dia pela frente, uma longa semana já que ainda era segunda e minha avo só viria sexta e minha diversão somente sábado, será que faltava muito para sábado? Sim, bastante.

        Tomei meu café e um bom banho sem ter o que fazer – como sempre- sentei em frente ao computador e entrei na minha conta da rede social a procura de alguma novidade e logo encontrei vários comentários falando de como foi “épico” a noite do open bar, falavam de tudo de quem pagou mico, de quem bebeu demais, de quem pegou quem, todos queriam saber o fofoca do momento – um bando de fofoqueiros isso sim! – vi que havia algumas solicitações de amizades do Felipe e do Marcus aceitei logo, havia uma que era do carinha que dancei na noite de sábado, seu nome era Julio e tinha banda de rock, na verdade agora que conseguia vê-lo melhor através das fotos ele era bem bonito, aceitei seu pedido de amizade e começamos a conversar bom ele parecia ser um cara legal, me mostrou alguns vídeos da sua banda – que era boa – e assim surgia todo tipo de papo ele me chamou para um evento num tal de “Caverna do Rock” onde sua banda iria tocar me chamou para ir ver o show, eu fiquei em duvida disse que iria pensar.

      Quando enfim cansei da internet resolvi ir à procura de minha independência então me arrumei e parada em frente ao espelho tentando convencer meus cabelos a ficar arrumados ou pelos mesmos decentes, tava difícil! Reparei que hoje meus olhos estavam na cor caramelo meio dourados – pelo mesmo eu achava isso, enfim. – parecia brilhar hoje eu estava de bom, terminei de arrumar meus cachos e sai de casa, indo à busca de um emprego.

       Fui ao local mais próximo de casa, que era o centro onde havia um monte de lojas, escritórios, mercados, camelos e etc. estava a procura de qualquer emprego sem me importa onde iria trabalhar então em toda loja que havia a placa que dizia “Precisa-se de Funcionários” eu entrei e deixei meu currículo. Pelo mesmo hoje eu estava fazendo algo diferente, encontrei ate um espaço cultural que estava aceitando currículos para estágios deixei – não custava nada tentar -. Após muitas lojas e caminhar muito fui para casa cansada de procurar um emprego agora só me restava esperar.
Naquela mesma me chamaram para uma entrevista no espaço cultural “Arte vida” onde logo fui aceita. O lugar era legal espaçoso e vivia cheio de adolescentes indo e vindo de aulas culturais – entre Teatro, canto, dança, violão e etc. – bom pelo mesmo iria conhecer pessoas novos trabalharia no horário da tarde, um trabalho chato de escritório onde digitaria documentos e ajudaria os outros funcionários em suas tarefas, resumindo era isso que fazia, alguns funcionários eram legais, logo fiz umas amizades, algo que me ajudava a suporta um trabalho tão chato, onde tinha que atender telefones chatos com pessoas irritadas achando que a culpa de seus problemas eram minha. – eu já tinha problemas demais em minha vida .
       Tudo havia se tornado algo novo e inesperado. Mas logo se transformava em algo comum e sem graça esse era meu grande problema. Acordava ficava um pouco no computador conversando com meus amigos ansiávamos pelo Final de semana – Que chegue logo, por favor!!- o final de semana onde poderíamos extravasar, nos libertar e enfim fazemos o que realmente queremos. Após isso eu me arrumo e vou para mais um dia de trabalho e depois vou para escola uma rotina todo dia a mesma coisa.
Na minha escola só havia pessoas sem personalidade nenhuma, sem visão, completamente absurdas do mundo. Garotas sem nenhum atrativo intelectual nunca nem sequer leram um livro sem opinião para nada nos seus mundinhos era só garotos, roupas e maquiagem. Eu realmente não conseguia entender tamanha futilidade que elas tinha, não conseguia entender, já fazia tempos eu não agüentava mais ouvir suas conversas fúteis e elas tão pouco gostávamos dos meus papos – pareciam se irritar quando falava de estudo, ou de um livro que li, ou ate de uma matéria do jornal. – enfim sem nada na cabeça.
      Eu era assim louca por livros e pelas suas historias lia muitas ficções me perdia no meio dos personagens nos mundos de realidades diferentes tudo fora do normal, isso era suficiente para mim. Ler trazia alegria a minha alma, assim como meus muitos amores.

      Eu posso nunca entender a sociedade onde vivo. Onde tudo e mais importante, onde ninguém pensa no próximo somente em si mesmo, onde nos prendemos nas esperanças fúteis de que amanha será um novo dia, uma nova alegria, onde todos esperam sentados olhando vendo a vida passar esperam que algo mudo que a vida lhe traga o motivo pra ser feliz.
Há espera de não sei o que.



    Queria eu poder sair sem rumo pegar a mochila e ir ate um lugar legal me perder em caminhos novos sem conseqüências, mas como poderia sair assim simplesmente sem ter o maldito ”dinheiro”, e assim se faz o martírio da vida, em busca do que queremos nos prendemos em uma vida ou rotina para conseguir aquilo que queremos pode-se ate pensar : “Nada mais justo, um pouco de trabalho para termos muito prazer”. Sempre deixando para amanha, certa vez li um texto que me fez refletir sobre muitas coisas...




“Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta ideia: morrer. A troco? Você passou mais de dez anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não companha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça. — A morte é uma piada, Martha Medeiros.”



     Morrer e um exagero.deixamos muitas coisas para ser fazer depois.
esse era meu maior medo, perde minha vida e não fazer valer a pena. Não conseguir aquilo que mais queria no mundo isso me assustava demais !!

    E uma certa ironia que uma coisa que teve acontecer a todos nos conseguisse me assustar tanto. Nunca parou para pensar que sua vida logo acabara, que você deixara de existir, para onde ira todos os seus sonhos, seus pensamentos, nada fica tudo se vai, sem lembranças, tudo se apaga, você vira pó e tudo o que você achou significar não será nada. Isso era assustador pensar que logo tudo se acabara, pode ate achar eu tenho muita vida pela frente mas logo poderia se acabar, amanha ou daqui a 10 anos quem sabe??

E muita incerteza para deixar as coisas para depois, era assim que eu pensava da vida

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